Como fazer amizades em vez de “conhecidos”
Uma pessoa conhece um homem chamado Luís. Ela sabe que ele é advogado, mora na rua Anjos da Silva, tem barba, é careca, se veste de terno e gravata quando vai ao trabalho. Um pinscher “protege” o pátio da casa dele. Toda semana ele pede para suas compras do supermercado serem entregues em sua casa, por volta das 16:00 de sábado.
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Quem é Luís? Essa pessoa não sabe NADA sobre Luís, apenas atitudes exteriores, aparência, e male-male algo sobre o seu trabalho.
Uma nova vizinha se mudou para aquela rua. Educadamente, ela falou com ele quando o viu no pátio e se apresentou. Luís lhe disse que estava tentando plantar begônias mas elas estavam morrendo. A mulher o convidou para sua igreja cristã não-denominacional e ele recusou, dizendo que é católico. A mulher menciona que sua tia tem um pincher parecido e na conversa ele deixa escapar que gostaria de ter um cachorro grande, rottweiller ou husky, mas que sua namorada/noiva não o permite pois tem medo. Isso em apenas uma conversa de 5 minutos, numa situação que a maior parte das pessoas apenas diria oi e falaria sobre como está calor hoje.
Para conhecer as pessoas é preciso uma coisa muito preciosa: CURIOSIDADE. Se você conversa tentando entender, descobrir, vasculhar a alma da pessoa com quem você está interlocutando, as coisas quase sempre vão fluir (a não ser que a outra pessoa seja muito ranzinza, mas isso também é uma informação boa para se ter!). A alma da pessoa inclui tanta coisa: o que a pessoa ama fazer, o senso estético da pessoa, que músicos moldaram o seu caráter, crenças espirituais (mas seja bem mente aberta, não vá perguntar isso apenas para criticá-lo), hobbies atuais e passados, estado emocional devido a problemas da vida, limitações que a pessoas tem (com as quais você pode até acabar o ajudando).
Se você só sabe sobre as coisas óbvias e superficiais de uma pessoa, e não tem nenhuma curiosidade sobre o que ela tem por dentro, você vai se sentir muito sozinho mesmo que tenha vários “conhecidos”. Heck, tem gente que sai pra beber e crutir festas juntos e mesmo assim não tem curiosidade um sobre o outro.
Não sejamos assim, abrimo-vo-los ao outro.





