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Sobre o PT e a família Ferreira Gomes

2 min readOct 16, 2018

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Essa história foi contada pelos jornalistas Valdo Cruz e Gerson Camarotti, da Globonews, ao final do primeiro turno. E ela é fundamental para entender o que aconteceu entre Cid Gomes e o PT no ato de ontem, no Ceará. Vamos a ela:

Cid Gomes ligou, no início do semestre, para Dilma Rousseff. O assunto era o convite para que a ex-presidente mudasse seu domicílio eleitoral para o Ceará e concorresse ao senado junto com ele. O pedetista afirmou que seria uma eleição tranquila. E Dilma aceitou. Eunicio Oliveira também concorreu.

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Cid e Dilma combinaram a mudança e o irmão de Ciro foi esperá-la no aeroporto. Começou a estranhar a demora. Tentou ligar e ela não atendia. Vendo o feed de notícias no celular, descobriu que Dilma aceitara mudar seu domicílio eleitoral, sim. E, naquele momento, era anunciada como candidata ao Senado. Não no Ceará, mas em Minas Gerais, ao lado de Fernando Pimentel. Dilma ligou de volta, mas foi Cid quem não atendeu.

Corta para 5 de outubro. Camilo Santana é reeleito com 79% dos votos com o apoio de Cid, que é eleito senador. Eunício perde a vaga. Em Minas, Pimentel não vai para o segundo turno e Dilma fica em quarto lugar na corrida pelo Senado, depois de liderar em todas as pesquisas.

Corta para 15 de outubro. Cid é chamado para abrir o ato em favor de Haddad em Fortaleza, e você já sabe o que aconteceu. O problema do PT é cobrar o engajamento da família Ferreira Gomes em sua campanha presidencial depois de fazer tudo para enfraquecer suas candidaturas.

Cid falou na hora errada e fortaleceu a candidatura de Bolsonaro, mas não mentiu. O PT não quer a autocrítica. E, se continuar assim, perderá a eleição.

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Dante Baptista
Dante Baptista

Written by Dante Baptista

Escriba por vocação, sambista por paixão.