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Liga BPI Fantasy: Rescaldo da Jornada 22 — SL Benfica Tetracampeão

Fica a saber tudo o que se passou na Jornada 22 e qual a jogadora que mais se destacou em cada jogo.

10 min readMay 13, 2024

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(1º) SL Benfica — Racing Power FC (3º)

Sábado, 14h00 | Campo nº1 do Benfica Campus
Resumo: https://www.youtube.com/watch?v=c6RdFUP71es

O SL Benfica conquistou o tetracampeonato! Embora a tarefa não fosse simples, uma vez que tinha de ultrapassar a equipa sensação da prova, a formação encarnada sabia que só a vitória lhe garantia o título. E os golos de Carole Costa acabaram por traduzir a superioridade do conjunto de Filipa Patão. As locais entraram muito fortes e conseguiram a primeira oportunidade, aos 3 minutos, quando Lúcia Alves cruzou da direita e Kika Nazareth, em boa posição, disparou para defesa da guarda-redes do Racing Power FC. Os adeptos do SL Benfica presentes no Seixal assistiam ao domínio da sua equipa, mas com dificuldades para penetrar na defensiva contrária. Aos 30 minutos, após canto apontado por Anna Gasper, a canadiana Chandra Davidson cabeceou e obrigou Michaely Bihina a boa intervenção. Pouco depois, Babi Azevedo cometeu falta sobre Andreia Faria na área, a árbitra assinalou grande penalidade e Carole Costa, com frieza, inaugurou o marcador, não obstante a grande estirada de Michaely Bihina. O Racing Power FC reagiu e dispôs de ocasião para igualar através de um livre direto apontado por Inge Konst. Lena Pauels, muito atenta, desviou a bola por cima da barra. No segundo tempo, o SL Benfica entrou decidido a sentenciar o jogo e logrou introduzir a bola na baliza, logo aos 46 minutos, por intermédio de Chandra Davidson, mas o golo foi anulado após intervenção do VAR (a avançada estava em posição irregular). Neste período, as visitantes apareciam com mais frequência junto à área do SL Benfica, contudo revelavam pouca acutilância na hora do remate. E foi novamente de livre direto que as forasteiras assustaram Lena Pauels. Inge Konst atirou rasteiro, por fora da barreira, e a bola passou muito perto do poste esquerdo da guardiã alemã. Os minutos passavam, o SL Benfica controlava os momentos do jogo e a circulação de bola era lenta, mas, aos 86 minutos, surpreendentemente, surgiu a igualdade. Livre a favor do Racing Power FC lançado para a área, desvio infeliz de Carole Costa a isolar Lúcia Lobato e a irlandesa a atirar certeiro para o fundo das redes do SL Benfica. Com as emoções ao rubro, as encarnadas passaram para a frente no lance seguinte. Sini Laaksonen pisou Lúcia Alves dentro da área e a árbitra Sara Alves voltou a apontar para a marca de grande penalidade. Carole Costa foi novamente chamada para a decisão, converteu o castigo máximo e bisou na partida que consagrou o SL Benfica como tetracampeão nacional.

MVP: Carole Costa (SL Benfica) 15pts

(4º) SF Damaiense — Sporting CP (2º)

Sábado, 14h00 | Parque Desportivo Eugénia e Joaquim Cannas da Silva
Resumo: https://www.youtube.com/watch?v=5sVOp7Jk83k

O Sporting CP entrou na derradeira jornada empenhado em construir um resultado confortável, o suficiente para aguardar pelo desfecho do duelo do seu adversário direto. Para a história fica um jogo competente das leoas, que cumpriram a missão, vencendo o seu jogo e terminando a prova de cabeça erguida. O primeiro golo chegou em cima do intervalo e só não surgiu antes porque a guardiã Melissa Dagenais estava de reflexos apurados. Quando Fátima Dutra abriu a contagem (45+2m), já a guardiã canadiana tinha negado duas oportunidades flagrantes. Primeiro, fechando a baliza a Diana Silva (16m), brilhantemente isolada por Cláudia Neto, mas incapaz de contornar Melissa Dagenais. Depois, voando para desviar um remate de Olivia Smith, que bem encheu o pé já dentro da área, mas também não foi feliz. Melissa Dagenais só não conseguiu travar o desvio sublime de Fátima Dutra, lançada por Brenda Pérez na cara do golo. A guarda-redes do Damaiense voltou a brilhar aos 61 minutos para evitar o golo de Maísa Correia. Enquanto o Sporting CP geria o jogo de olhos postos na baliza contrária, o SF Damaiense sentiu sempre dificuldades em encontrar o caminho da área leonina. As leoas andaram sempre mais perto do golo e lá chegaram na ponta final, na sequência de um pontapé de penálti ‘conquistado’ por Olivia Smith, rasteirada em falta por Ana Assucena. Chamada à conversão, Joana Martins não facilitou, colocando o 0–2 no marcador, quando o cronómetro marcava 86 minutos. O Sporting CP resignou-se à condição de vice-campeão, fechando esta edição da Liga BPI de cabeça bem erguida e a apenas dois pontos do tetracampeão SL Benfica.

MVP: Fátima Dutra (Sporting CP) 12pts

(8º) SCU Torreense — SC Braga (5º)

Sábado, 14h00 | Estádio José Gomes
Resumo: https://www.youtube.com/watch?v=6h9JVJvvItA

O SCU Torreense bateu o SC Braga por 2–1, numa partida a contar para a última jornada da Liga BPI, que contou com uma cambalhota no marcador depois das minhotas se terem colocado primeiro em vantagem. O inaugurar da contagem surgiu ao minuto 21 na sequência de uma boa jogada coletiva iniciada a partir de trás e terminada por Sissi Ribeiro, que apenas teve de encostar o excelente cruzamento de Vânia Duarte ao segundo poste. A resposta do SCU Torreense não tardou e dois minutos depois o encontro estava novamente empatado pelo golo de Ava Seelenfreund, que a passe de Paloma Lemos finalizou com classe. A reviravolta no marcador apareceu em cima do intervalo, através de um lance de bola parada batido com precisão por Catarina Pereira para a cabeça de Ellie Walker, que apontou o 2–1 final. A segunda parte foi equilibrada e contou com idas ao VAR, uma das quais perto do término do encontro, já em empo de compensação, para anular um eventual golo do empate marcado por Margarida Rodrigues. Com este resultado, o SCU Torreense termina a Liga BPI no oitavo lugar com 30 pontos, enquanto o SC Braga fecha na quinta posição com 36 pontos.

MVP: Ellie Walker (SCU Torreense) 8pts

(7º) CS Marítimo — Valadares Gaia FC (6º)

Sábado, 14h00 | Estádio da Imaculada Conceição
Resumo: https://www.youtube.com/watch?v=oxERsyC3bPo&t

CS Marítimo e Valadares Gaia FC, que tiveram um comportamento bastante satisfatório nesta edição da Liga BPI, defrontaram-se na ilha da Madeira, para decidir entre si quem é que ocuparia o sexto lugar da classificação final. Num combate sério e competitivo, as duas equipas entregaram-se ao desafio com uma atitude razoável, cada uma delas procurou ganhar desde logo vantagem, jogando ao ataque, resultando daí um espectáculo digno, embora com um sinal ofensivo muito mais firme por parte da equipa de Vila Nova de Gaia. O Valadares Gaia FC entrou, de facto, melhor no jogo, recorrendo a um futebol prático e objetivo, e apostou sobretudo pelo centro do terreno no ataque à baliza contrária. Malu Schmidt, a goleadora da equipa, ameaçou, logo no primeiro minuto, mas o seu remate, de cabeça, saiu junto ao poste. Nesta fase inicial, as visitantes mostraram-se muito mais expeditas, trocando a bola com precisão, e souberam aproximar-se com algum perigo da grande área adversária. O CS Marítimo soube, no entanto, posicionar-se bem no terreno de jogo, fechando bem os espaços e sem perder de vista o contra-ataque, que, na primeira parte, não se apresentou operacional, não conseguiu um único lance de perigo. Num jogo tático, a equipa de Zé Nando voltou a superiorizar-se de uma forma muito mais consistente e efetiva no último quarto de hora do primeiro tempo, não se estranhando que o golo tivesse surgido numa jogada bem definida por Angeline da Costa e concluída por Malu Schmidt, com um golpe de cabeça perfeito. Angeline da Costa recebeu a bola, avançou alguns metros e cruzou com precisão para a entrada da pequena área, surgindo, aí, a goleadora brasileira, a rematar, de cabeça, para o golo de abertura, numa fase em que já se justificava, atendendo ao bom volume ofensivo da equipa do continente. Este golo contribuiu para que o CS Marítimo se arriscasse mais no ataque à baliza de Carolina Alves, mas o melhor que conseguiu foi um remate de Sofia Silva, de cabeça (43m), na sequência de um livre lateral, para uma defesa segura da guarda-redes. A perder por 0–1, a equipa do Funchal procurou reagir, no início da segunda parte, apresentando-se mais participativa no ataque, mas raramente conseguiu encontrar soluções credíveis para ultrapassar a bem organizada defesa contrária. A equipa local teve mais bola, nesta primeira fase, mas nem sempre soube o que fazer com ela, perante um Valadares Gaia FC que, por força da sua boa pressão, nunca permitiu qualquer situação de perigo, pelo menos até aos 75 minutos. A equipa visitante disponibilizou-se igualmente para acionar sempre o contra-ataque, e, num desses momentos, voltou a marcar, desta vez por Cris Vieira (56m), que, na área, tirou uma adversária da frente e rematou, de pé direito, para o 0–2, e na sequência de um cruzamento de Izzy Glennon. Na parte final do jogo, o CS Marítimo finalmente deu uma imagem muito mais próxima do que fez durante a competição e dispôs de duas oportunidades, primeiro por Telma Encarnação e depois por Carlota Jardim. Mas nesta fase de maior aperto das locais valeu o trabalho profissional das centrais Sydney Parker e Louisa Aniwaa. A equipa do Valadares Gaia FC decidiu controlar o jogo e o adversário, o que conseguiu sem grande dificuldade, acabando por justificar em absoluto a vitória. O Valadares Gaia FC garantiu assim o sexto lugar na classificação final desta edição da Liga BPI com 36 pontos, enquanto o seu adversário de hoje fechou a competição logo a seguir com 31 pontos.

MVP: Izzy Glennon (Valadares Gaia FC) 9pts

(11º) CA Ouriense — Länk FCV (12º)

Sábado, 17h30 | Campo da Caridade
Resumo: https://www.youtube.com/watch?v=3W43LK4F0C4

CA Ouriense e Länk FCV entraram em campo com a missão de evitar a descida direta à 2ª Divisão. A equipa de Ourém dispunha de algumas condições favoráveis em relação ao seu adversário, pois o empate bastava-lhe para atingir o seu objetivo, para lá de jogar na situação de visitado. À equipa de Vila Verde só a vitória lhe asseguraria um lugar no playoff. A equipa do Norte do país surgiu um pouco mais dinâmica na abertura do jogo, assumindo a posse de bola, e instalou-se com à vontade no meio campo adversário, embora sem levantar qualquer problema sério, pois do lado contrário houve uma firme resistência, por força de uma pressão alta. De um lado e do outro, notou-se sobretudo uma grande preocupação: evitar qualquer deslize ou qualquer erro que comprometesse as respectivas ambições. Numa primeira parte bastante tática resultou a ausência de perigo concreto e só nas situações de bola parada é que os ataques souberam colocar alguns pequenos problemas. Aos poucos e poucos, o CA Ouriense assumiu as rédeas do jogo no fecho do primeiro quarto de hora e prolongou-se até aos 30 minutos, impondo um ritmo médio-baixo, como lhe convinha, e mudou um pouco o rumo ao jogo, tendo mais bola e atuando mais tempo no meio campo contrário. O primeiro lance de perigo surgiu, no entanto, na área da equipa de Ourém, quando Gabi Gonçalves, num sprint vigoroso, deixou duas adversárias para trás, mas o cruzamento tenso surgiu para as mãos de Ana Rita Oliveira e não um pouco mais para trás onde Huỳnh Như e Pâmela Dutra se encontravam bem posicionadas. Antes do fecho da primeira parte, equilibrada e sobretudo muito tática, realce-se ainda um remate-surpresa de Kayla Mingachos, em zona frontal na área, que a guarda-redes Ana Rita Oliveira defendeu bem para canto. Como o empate não servia os interesses do Länk FCV, a sua equipa voltou ao ataque com muito mais insistência logo no reinício do jogo, correndo obviamente riscos, mas de forma consciente e assumida. O seu atrevimento foi premiado, aos 52 minutos, numa jogada muito bem elaborada, e desenvolvida pelo flanco esquerdo. Huỳnh Như tocou a bola para Markela Bejleri que, por sua vez, cruzou de pé esquerdo para a entrada da pequena área, surgindo Gabi Gonçalves, de cabeça, a fazer o 0–1. As visitantes ficavam, assim, duplamente, em vantagem: no resultado e na classificação. Depois do golo de Gabi Gonçalves, as visitantes souberam jogar em vantagem, e num curto espaço de tempo construíram três boas ocasiões para o 0–2. Kayla Mingachos rematou com muito perigo (60m) e a bola saiu a rasar o poste, enquanto Gabi Gançalves (64m) e Laura Navajas (65m) perderam ótimas situações. O Länk FCV estava por cima do jogo, perante um adversário sem reação, e o segundo golo aconteceu (69m) com toda a naturalidade. Laura Navajas tocou a bola para Gabi Gonçalves, que, à entrada da área, de pé direito, fez o 0–2. Com esta margem tão folgada e com o seu grande objetivo assegurado, o Länk FCV controlou o jogo e o adversário, sem grande dificuldade, e o resultado só não engordou por responsabilidade da guarda-redes Ana Rita Oliveira, que refira-se, fez uma boa exibição. Com esta vitória a equipa de Vila Verde vai disputar o playoff, enquanto o CA Ouriense desce à 2ª Divisão.

MVP: Gabi Gonçalves (Länk FCV) 18pts

(10º) FC Famalicão — C Albergaria (9º)

Sábado, 17h30 | Campo nº2 do Comp. Desp. Municipal de V. N. Famalicão
Resumo: https://www.youtube.com/watch?v=tkWvrRrHdyI

O FC Famalicão ganhou na receção ao C Albergaria na última partida da fase regular da Liga BPI. Num encontro bastante equilibrado e apesar das oportunidades criadas, imperaram o desacerto com as balizas e as boas intervenções das guarda-redes, principalmente Gabi Croco do FC Famalicão, que foi negando o inaugurar do marcador com defesas seguras. Foi apenas a um quarto de hora do apito final que a bola balançou no fundo das redes, com Rita Dias, jogadora famalicense lançada no decorrer do segundo tempo, a completar uma boa investida de Neuza Besugo pelo corredor direito e apontar o único golo do jogo. Com este resultado, o FC Famalicão chega aos 16 pontos, mas não se livra de disputar a permanência através de um playoff. O C Albergaria encerra na nona posição com 17 pontos.

MVP: Gabi Croco (FC Famalicão) 8pts

Fiquem também atentos ao Admira-te, o podcast da Liga BPI, apresentado por Ana Teixeira e Marta Casaca, que estará disponível no canal de YouTube da FPF — Federação Portuguesa de Futebol, bem como através das suas redes sociais e das mais conhecidas plataformas de agregação de podcasts (Spotify, Apple Music, SoundCloud, etc).

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