Green Carnation — A Dark Poem, Pt. III: The Messiah Complex
Prog Metal/Doom Metal
Noruega
Season of Mist
Finalmente temos a parte final da trilogia A Dark Poem do Green Carnation. Uma trilogia escrita toda ao mesmo tempo e lançada no espaço-tempo de exatamente 364 dias.
A Parte 1, lançada no final de 2025, foi um disco que me pegou de surpresa e ficou comigo até hoje, ainda volto nele pra ouvi-lo na íntegra, a mistura de Prog com a atmosfera de Doom me conquistou. A Parte 2, lançada em Abril, foi um disco divertido mas soava aquém do seu antecessor, a banda deixou o Doom mais de lado e focou em aspectos mais do Prog Metal/Rock. Agora, na Parte 3, é possível ver a mistura de Prog/Doom de novo, a banda parece estar mais focada e tudo seria mil maravilhas se o disco não parecesse um EP.
“Unconditional Artificial Chemistry” abre o disco com bons riffs, teclados bastante presentes e um refrão grandioso e chiclete. Já é uma das melhores músicas da trilogia.
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“The Messiah Complex” começa devagar mas com uma boa atmosfera e um refrão muito cantável. É louvável ouvir uma música sobre um tema tão complexo ser tão sucinta e simples. Os teclados estão novamente presentes e fazem um papel muito bonito de criar camadas. Os riffs são legais e o baixo está bem audível.
“Broken Souls, Common Enemies” tem uma das letras mais significativas da trilogia e a música tem riffs e passagens muito marcantes, o peso e a leveza da discografia estão presentes aqui. O solo é muito bonito, o baixo continua marcado e com linhas muito bem escritas. Ela também tem aquele feeling de fechamento de cortina, é um adeus muito positivo pra melhor trilogia conceitual da década no metal. (Não tem tantas assim também)
O disco ainda inclui a “A Dark Poem — Orchestral Suite” mas, sendo sincero, ouvi apenas uma vez e não pretendo voltar nela.
A Dark Poem, Pt. III: The Messiah Complex é um fechamento maravilhoso para uma trilogia maravilhosa. Existe ressalvas, como por exemplo, o disco ser curto demais e a trilogia poderia muito bem ser uma duologia mas entendo a decisão criativa de ser uma trilogia e, na minha opinião, lançar um disco curto com 3 músicas ótimas é muito mais positivo do que lançar um disco com 7 músicas que 2 ou 3 não vão agregar ao conceito ou à sonoridade.
Melhores músicas: Todas menos a Orchestral Suite.









